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Heyflordeliz | Moda & Lifestyle



Famosos por venderem peças de segunda mão, muitas vezes em ótimo estado, os brechós ganharam força com a internet. E hoje em dia é possível comprar e até mesmo vender (principalmente em grande escala) em sites especializados em desapegos.

Mas não é só de economia colaborativa que se vive um brechó. Pensando pelo lado do consumo consciente e responsável, utilizar desse meio de compra é a forma mais eficaz de diminuir o impacto causado pela industria da moda, segunda maior poluente no mundo. 

Por isso, hoje trago alguns motivos para garimpar nos brechós da sua cidade ou online ;)

#1 Custo x Beneficio

Esse é o principal motivo das pessoas aderirem a moda do brechó: é mais barato do que comprar uma roupa nova, e se você souber garimpar ainda descola uma roupa de qualidade superior a que você encontra nas lojas de fast fashion atualmente.

#2 É sustentável

Como falei anteriormente, comprar em brechó é a forma mais eficaz de diminuir o impacto ambiental. Isso porque mesmo que você compre de uma empresa que trabalhe com produção responsável e com medidas socioambientais,  ainda será necessário o uso de água e outros componentes naturais. Fora o lixo causado pelos resíduos e pela peça quando ela não te "servir" mais.

#3 Exclusividade

A chance de você encontrar uma pela estilosa e exclusiva garimpando em brechó é bem maior do que numa loja de departamentos, por exemplo. Principalmente pelo fato de que as peças que estão ali são de épocas anteriores e que não estão mais nas lojas.

#4 Tecidos bons por menos

Quem costuma levar a qualidade do tecido na hora de comprar uma roupa, sabe que tecido bom é sinônimo de peça cara. Porém quando se trata de brechó, você pode encontrar peças de tecidos naturais por valores bem inferiores dos das lojas. E ah, tem brechó que vende grife também, viu?!

#5 Compra x Venda

Além de poder comprar várias peças maraincríveis para o seu guarda-roupas, você também pode (e deve) vender aquelas peças que você não usa mais. Certeza que várias pessoas vão aproveitar bem mais aquela roupa que está de escanteio no seu armário.

E você, já comprou em brechó? Quais são os seus favoritos? Vamos amar saber 💗
segunda-feira, fevereiro 26, 2018 No comentários

Ultimamente tenho procurado mudar, aos poucos, minha forma de consumir. Comecei pelo guarda-roupas, investido em marcas com responsabilidade social e ambiental no segmento de slow fashion, mas senti a necessidade de expandir esse conceito para outra área muito importante: a de cosméticos. 

Muito se discute hoje em dia sobre a responsabilidade da indústria da beleza no que diz respeito a proteção dos animais (que são utilizados para testes por diversas marcas), como também na adição de produtos químicos que, a longo prazo, prejudicam a nossa saúde. É obvio que isso não quer dizer que você precise parar de consumir dessas marcas caso não queira, mas acho super válido conhecer outras alternativas e incentivar empresas que apostaram nessa iniciativa.

Por isso, pesquisei algumas marcas (algumas que já testei e outras que to doida pra testar) para dividir com vocês, assim a gente troca experiencias e continua na busca por um mundo melhor ❤

Lush
Conhecida por muitos, a Lush é 100% vegetariana e seus produtos são feitos à mão e não possuem embalagens plasticas ou poluentes. Experimente: shampoo sólido 

Cativa Natureza
Se você é a louca da maquiagem vai amar saber que sim, é muito possível fazer aquela produção bapho usando apenas produtos de origem natural! Além de maquiagem a marca também vende óleos e produtos capilares. Experimente: pó compacto

Natura
Ok, talvez você estranhe que uma empresa tão popular como a Natura esteja aqui nessa lista. Acontece que a marca brasileira, oferece uma grande gama de produtos naturais e com precinhos que é só amor. Experimente: linha Ecos. 

Baims 
Com uma linha completa de maquiagem, com direito até a pinceis, a Baims é uma marca brasileira que tem produtos de alta performance. Fora que as embalagens dos produtos são uma lindeza só! Experimente: primer

The Body Shop
A The Body Shop é uma das marcas mais engajadas em causas sociais e ambientais da contemporaneidade, oferecendo ao consumidor mais de mil produtos para corpo, rosto e cabelo, feitos com ingredientes naturais e sem testar em animais. Experimente: máscaras faciais. 

Você conhece alguma marca de cosméticos naturais legal? Conta pra gente ai nos comentários, vamos adorar saber ;)
quinta-feira, janeiro 11, 2018 2 comentários

Pensado pelo diretor David Macllveride para ser inicialmente um documentário sobre os rios do mundo, RiverBlue surgiu após as pesquisas do diretor apontarem para outro lado: o dano escondido que a indústria da moda vem causando com detritos jogados em sistemas de água ao redor do planeta.

A produção feita em parceria com a organização Fashion Revolution – que também ajudou na produção do documentário The True Cost, que mostra a verdadeira realidade dos trabalhadores têxteis em condições análogas à escravidão – não se limita a mostrar somente a realidade por trás da fabricação dos jeans, que correspondem à boa parcela dentro da indústria, mas também expor soluções e iniciativas mais sustentáveis.

Ao longo de todo filme acompanhamos a trajetória de Mark Angelo, o “protetor das águas” e presidente emérito do Rivers Institute, numa viajem através dos rios contaminados em lugares como Índia, Indonésia e China - atualmente responsável pela produção de 40% do jeans vendido nos EUA -  onde fica a cidade de Xiantang, considerada a capital do denim. Através dessa trajetória é possível ver que os danos causados pela poluição não afetam somente o meio ambiente, mas também toda a comunidade que ali vive.

Em entrevistas concedidas a produção do documentário, ativistas do Greenpeace, contam que de 21 amostras retiradas do rio que corta Xintang, 17 estavam contaminadas. Nas águas analisadas pelos pesquisadores havia uma grande quantidade de metais pesados neurotóxicos - como o maganês, associado a danos cerebrais - e que causam câncer em diversos órgãos. O azul do East River está longe de ser o azul natural das águas, ele reflete a cor do jeans ou simplesmente a cor da temporada, como gostam de brincar os chineses.


Os efeitos sentidos por essa contaminação afetam a comunidade ribeirinha não somente no que diz respeito a qualidade da água utilizada por eles, mas também na poluição do solo – a lama do rio, segundo o Greenpeace tem níveis de cadmio em 128 - e no mau odor causado pela grande quantidade de alvejantes e enxofre presentes na água.

River Blue pode ser considerado um dos mais profundos documentários a tratar com propriedade a poluição dos rios e como a indústria da moda corrobora para essa realidade. Atualmente a indústria têxtil é a segunda maior poluente no planeta perdendo apenas para a indústria do petróleo, revelando uma realidade que pode não estar tão distante, como mencionado no próprio documentário “as guerras do futuro não serão causadas pelo petróleo, as guerras do futuro serão causadas pela água”.

A realidade apresentada no documentário faz com que o espectador crie não somente uma visão crítica sobre a situação exposta, mas também uma consciência sobre a sua responsabilidade social em relação a essa realidade. Mostrando também quais atitudes podem ser tomadas para amenizar os danos causados pela produção desenfreada da indústria da moda. Como, por exemplo, a maneira como lavamos os nossos jeans ou então a quantidade de peças que compramos sem realmente precisar delas. Afinal, do que são feitas as roupas que vestimos? Se não queremos usar produtos de mão de obra escrava, porque deveríamos querer vestir roupas que matam rios e prejudicam o meio ambiente?

Ficou interessado? O documentário foi lançado aqui no Brasil em novembro no Brasil Eco Fashion Week e estará disponível no Itunes em dezembro de 2017.
sexta-feira, dezembro 01, 2017 No comentários
FOTO: Reprodução / Pinterest

O conceito de sustentabilidade e de consumo consciente andam lado-a-lado e cada dia que passa mais marcas que nós já conhecemos entram na discussão sobre como fazer produtos de alta qualidade e que não afetem negativamente o nosso planeta. Entre essas iniciativas estão a procura de tecidos e processos de produção que diminuam o impacto ambiental causado pela industria da moda que já é considerada a segunda mais poluente do mundo, perdendo apenas para a petrolífera.

Com o assunto em pauta em diversas rodas de conversas e a constante disseminação de ideais ambientalistas, a conscientização a respeito disso tem gerado um grande impacto na industria, principalmente porque agora os consumidores procuram saber mais sobre de onde vêm os seus produtos e quem os produzem, buscando principalmente marcas que tenham alguma ligação com seus valores pessoais. 

Essas mudanças também refletem nos nossos pés... De olho nesse novo cenário a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lançou o Prêmio Direções Abicalçados que em conjunto com a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couros, Calçados e Artefatos (Assintecal) criou a categoria Sustentabilidade, que através do selo "Origem Sustentável"  que desde 2013 certifica marcas por suas iniciativas ambientais, econômico, cultural e social. A certificação segue a escala Branco, Bronze, Prata, Ouro e Diamante, reconhecendo empresas brasileiras de calçados e componentes que já tenham incorporado a sustentabilidade em seus processos produtivos. Entre as práticas destacadas estão as de substituição de insumos, gerenciamentos de resíduos e respeito a biodiversidade. 



sexta-feira, outubro 06, 2017 3 comentários

Conhecidas por irem na contramão desse processo que busca a produção desenfreada de coisas, roupas e objetos de baixa qualidade e que muitas vezes nem vamos usar que é o fast fashion, as marcas de slow fashion trabalham com processos desacelerados, atemporais e muitas vezes artesanais, para entregar para você produtos mais duráveis e que fazem bem para a nossa sociedade e trazem um quentinho pro coração!

É a realidade: a maior parte das pessoas que conhecem e entendem o conceito de slow fashion não aderem a esse tipo de consumo por desconhecer marcas que abraçam esse movimento. Por isso no post de hoje separei umas dicas bem maravidas de lojas que são só amor para vocês aproveitarem suas compras de forma consciente!

Nuz
A Nuz é uma marca de uma estilista carioca que produz peças super versáteis que você pode usar de acordo com a sua criatividade. Uma das peças que mais gosto é o vestido 3 em 1, que pode ser usado na sua forma original, como calça ou como blusa de frio.

Fina Vanguarda
Essa é pra quem gosta de joias únicas e com um toque pra lá de especial. Os anéis feitos pela Fina Vanguarda são produzidos em madeira e resinas.

Phiona Bags
Quem disse que pra ser slow tem que ser sem graça? Com bolsas sacolas super funcionais e coloridíssimas a Phiona Bags oferece produtos que são além de tudo veganos! Um amor só né?!

Santa Costura
Conforto, estilo e conceito são as palavras de ordem dentro da Santa Costura, uma loja onde você encontra

Gioconda Clothing
Sabe aquelas roupas de dormir/ficar em casa que você quer usar em todo lugar?? Essa é a frase que descrevem as roupas feitas pela Gioconda Clothing. As peças vão desde moda intima a lindas blusinhas de algodão.

Ahalma
A "alma" por trás da marca (que também é uma academia) é o estilista e escritor André Carvalhal, que traz para as suas peças uma pegada mais fashionista e street style tudo com um conceito e um ideal bem presentes.

E vocês, já compraram em alguma dessas lojas? Tem a sua slow fashion do ❤ ? Então conta pra gente aqui nos comentários ;)
sexta-feira, setembro 29, 2017 No comentários

Tem algum tempo desde que decidi que levaria minha vida de uma forma diferente (em todos os sentidos) e uma das principais mudanças foi com certeza minha escolha por aderir ao minimalismo e consequentemente descobrir no consumo consciente uma forma de continuar consumindo moda sem prejudicar nosso planeta ou outras pessoas.

Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro aqui que apesar de já ter feito o destralhe, o processo do minimalismo e de consumir marcas slow fashion é gradual, por isso ainda tenho roupas no meu armário que comprei em lojas de departamentos. Entenda: você não precisa "jogar" suas roupas fora e comprar outras que não sejam de fast fashion só porque você decidiu adotar esse estilo de vida. Até porque, fazendo isso você estaria agindo de forma oposta, gerando mais lixo e consumindo de forma desnecessária.

Portanto, quando precisar comprar mais roupas, sapatos e assessórios para substituir os que já tenho, ai sim farei minha escolha completamente consciente de onde comprar valorizando negócios locais e mão de obra artesanal. 

#EU MUDEI MEU JEITO DE CONSUMIR PORQUE...

1. Economizar dinheiro. Falando como uma pessoa que não conseguia entrar numa loja sem sair com uma sacola, posso dizer que isso não me fez bem algum. Chegou um momento na minha vida que percebi que consumindo menos eu estaria me livrando daquela necessidade interna que me consumia toda vez que passava por uma loja, e que consequentemente teria mais dinheiro pra gastar com coisas que realmente iam me acrescentar em algo.

2. Estudei muito sobre esse universo e como isso se relacionava com os valores e ideais de vida que eu tinha escolhido pra mim, percebi que se queria um mundo onde as pessoas tivessem as mesmas oportunidades e direitos, não poderia consumir produtos que para chegarem em casa com um preço mais "em conta" alguém estava pagando a diferença, com uma mão de obra praticamente escrava.

3. Acho que assim como toda grande mudança em nossas vidas, essa minha decisão também ganhou forma depois de assistir diversos documentários sobre o assunto. Entre eles o The True Cost, que me fez refletir sobre como eu estava de alguma forma contribuindo para que aquelas pessoas estavam passando. O choque com a realidade me fez mudar meu pensamento.

4. A vida é muito curta. Essa loucura de consumir e consumir estava me fazendo ficar cada vez mais preocupada com o quanto ganharia ($$) e quanto poderia comprar. Passava mais tempo procurando formas de 'ser bem sucedida' e quando meu poder de aquisição me permitiria comprar quantas bolsas, sapatos eu pudesse carregar. Quando parei de pensar tanto no futuro e comecei a pensar no presente, percebi que se gastasse tanto tempo construindo um futuro financeiramente estável não teria saúde para ter um futuro.

5. A felicidade não está nas coisas mas sim nos momentos que temos. Essa frase sempre guiou minha vida, mas nunca a vivi completamente, principalmente no que se dizia a moda como disse no tópico 1. Mas em poucos meses após decidir mudar, percebi que essa era a mais nova verdade da minha vida! Ainda tenho muito o que percorrer pra poder ostentar por ai o titulo de minimalista ou dizer que só uso roupas que tenham uma produção consciente, mas só de saber que dei o primeiro passo já faz valer.

Sempre defendi que os extremos nunca são saudáveis e que tudo na vida precisa de um equilíbrio. Esses 5 porquês listados aqui são apenas o começo da minha busca pelo equilíbrio e construção do meu novo estilo de vida, se você não quiser perder nada e acompanhar a minha jornada é só nos seguir nas redes sociais ;)
quinta-feira, agosto 24, 2017 No comentários
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Jornalista apaixonada por moda desde que se conhece por gente, resolveu que vai mudar o mundo um pouquinho de cada vez, começando por si: esvaziou o guarda-roupas e sua vida de tudo que estava em excesso. E vai aproveitar esse cantinho no mundo para compartilhar suas experiências e falar o que der na telha. E ah, se reclamar recito Camões! ♥

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