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Heyflordeliz | Moda & Lifestyle



Pensado pelo diretor David Macllveride para ser inicialmente um documentário sobre os rios do mundo, RiverBlue surgiu após as pesquisas do diretor apontarem para outro lado: o dano escondido que a indústria da moda vem causando com detritos jogados em sistemas de água ao redor do planeta.

A produção feita em parceria com a organização Fashion Revolution – que também ajudou na produção do documentário The True Cost, que mostra a verdadeira realidade dos trabalhadores têxteis em condições análogas à escravidão – não se limita a mostrar somente a realidade por trás da fabricação dos jeans, que correspondem à boa parcela dentro da indústria, mas também expor soluções e iniciativas mais sustentáveis.

Ao longo de todo filme acompanhamos a trajetória de Mark Angelo, o “protetor das águas” e presidente emérito do Rivers Institute, numa viajem através dos rios contaminados em lugares como Índia, Indonésia e China - atualmente responsável pela produção de 40% do jeans vendido nos EUA -  onde fica a cidade de Xiantang, considerada a capital do denim. Através dessa trajetória é possível ver que os danos causados pela poluição não afetam somente o meio ambiente, mas também toda a comunidade que ali vive.

Em entrevistas concedidas a produção do documentário, ativistas do Greenpeace, contam que de 21 amostras retiradas do rio que corta Xintang, 17 estavam contaminadas. Nas águas analisadas pelos pesquisadores havia uma grande quantidade de metais pesados neurotóxicos - como o maganês, associado a danos cerebrais - e que causam câncer em diversos órgãos. O azul do East River está longe de ser o azul natural das águas, ele reflete a cor do jeans ou simplesmente a cor da temporada, como gostam de brincar os chineses.


Os efeitos sentidos por essa contaminação afetam a comunidade ribeirinha não somente no que diz respeito a qualidade da água utilizada por eles, mas também na poluição do solo – a lama do rio, segundo o Greenpeace tem níveis de cadmio em 128 - e no mau odor causado pela grande quantidade de alvejantes e enxofre presentes na água.

River Blue pode ser considerado um dos mais profundos documentários a tratar com propriedade a poluição dos rios e como a indústria da moda corrobora para essa realidade. Atualmente a indústria têxtil é a segunda maior poluente no planeta perdendo apenas para a indústria do petróleo, revelando uma realidade que pode não estar tão distante, como mencionado no próprio documentário “as guerras do futuro não serão causadas pelo petróleo, as guerras do futuro serão causadas pela água”.

A realidade apresentada no documentário faz com que o espectador crie não somente uma visão crítica sobre a situação exposta, mas também uma consciência sobre a sua responsabilidade social em relação a essa realidade. Mostrando também quais atitudes podem ser tomadas para amenizar os danos causados pela produção desenfreada da indústria da moda. Como, por exemplo, a maneira como lavamos os nossos jeans ou então a quantidade de peças que compramos sem realmente precisar delas. Afinal, do que são feitas as roupas que vestimos? Se não queremos usar produtos de mão de obra escrava, porque deveríamos querer vestir roupas que matam rios e prejudicam o meio ambiente?

Ficou interessado? O documentário foi lançado aqui no Brasil em novembro no Brasil Eco Fashion Week e estará disponível no Itunes em dezembro de 2017.
sexta-feira, dezembro 01, 2017 No comentários

Antes de mais nada é preciso saber que o termo fast fashion é utilizado para designar marcas com produções rápidas e continuas. É um modelo de negócio que visa o lucro através de alto numero de vendas de produtos de preços mais acessíveis, isso sem contar que muitas dessas empresas utilizam de mão de obra escrava para baixar o custo de produção e aumentar o lucro.

Saber disso também é um passo para você saber se está consumindo um produto de uma fast fashion ou não. Mas, existem mais algumas formas que podem te ajudar a saber se está adquirindo este tipo de produto, como por exemplo, o tempo que a loja/marca leva até lançar uma coleção. 

Em entrevista ao "IstoÉ" em 2014 o então presidente da Riachuello, Flavio Rocha, importante fast fashion brasileira, declarou que em apenas 10 dias conseguiria colocar nas prateleiras peças que fizeram sucesso nas passarelas. Trocando em miúdos, em 10 dias ele conseguiria produzir uma coleção inteira, o que para quem intende de produção de moda e de costura, sabe que esse tempo é extremamente curto. 

O que acaba dificultando que a qualidade do produto seja superior, ou seja, você leva um produto pra casa que custou mais barato do que se tivesse comprado de uma marca que trabalha com processos mais desacelerados, mas que tem a qualidade equivalente ao preço pago: baixa.

Mas que fique bem claro, que também existem marcas que são consideradas fast fashion e não trabalham com preços tão baixos assim, comparadas as marcas mais populares desse seguimento. Preço não é garantia de qualidade. Por isso, é importante analisar bem e colocar na balança para ver o que vai compensar (a longo prazo) para você: comprar uma peça que dali alguns meses não vai poder mais ser usada porque deteriorou ou comprar uma peça que vai durar a vida inteira?

Vale lembrar, que comprar algo que vai durar não quer dizer necessariamente que você precisa realmente ficar com essa peça o resto da vida. O fato de ela durar significa que quando ela não for necessária no seu guarda-roupas poderá ser no de outro alguém, diferente de peças que desgastam e que não servem para outro fim a não ser o lixo. Lixo esse, que muitas vezes vão parar em encostas, aterros e mais um monte de lugares que são prejudiciais ao nosso planeta.

Onde devo comprar então? Invista em peças de lojas com produções artesanais e com o processo consciente e desacelerado de produção. Desta forma além de incentivar a economia local você também estará fazendo a sua parte para tornar o mundo um lugar mais justo. Um passo de cada vez. A conscientização tem que partir de dentro de você, olhar para aquilo que você pretende consumir e assumir a responsabilidade pela sua compra, seja ela positiva ou não.
terça-feira, setembro 19, 2017 No comentários

Há um tempo, fiz um vídeo pro canal contando um pouco sobre a minha visão do minimalismo e como encaixo ele ao meu estilo de vida. Até ai tudo bem. Até que recebi um comentário que me chamou atenção: uma espectadora disse que sempre se interessou no minimalismo, mas, que não se via usando cores sóbrias e nada nesse espirito escandinavo, uma vez que amava o colorido. Olhei para aquele comentário com atenção e percebi que o espaço que eu tinha para escrever uma resposta não seria suficiente para explicar algo que, para mim, deveria guiar a vida das pessoas: o equilíbrio!

Tudo na vida que passa o limite entra no campo do exagero. É como se a vida fosse divida em três partes e nós tivéssemos que procurar viver sempre no meio, nem no "céu nem no inferno". Por mais que o minimalismo pregue que devemos viver com o minimo, prefiro dizer que devemos viver com o suficiente. Porque de alguma forma, o mínimo também pode chegar a ser exagero. 

Em tese o minimalismo utiliza de cores mais sóbrias como os tons de branco, preto e cinza por serem cores que são mais neutras e que conversam entre si. Desta forma, você consegue montar looks com mais facilidade e até mesmo uma decoração que você não vai enjoar tão fácil, principalmente por serem mais agradáveis e menos chamativas. Porém, se você prefere cores mais vivas isso não te impede de adotar o minimalismo ou ter um estilo de vida mais consciente sobre o seu consumo e o impacto dele na sociedade e no planeta. 

Assim, como tudo na vida você precisa encontrar aquilo que te move. Aquilo que funciona pra você. 

Não posso chegar aqui e simplesmente dizer: use tais cores, compre de tal marca, tenha "x" peças de roupas. O que funciona pra mim definitivamente pode não funcionar pra você. Somos seres humanos únicos e essa é a beleza da vida! Por isso, se você assim como a nossa espectadora ama cores não se sinta impedida (o) de usa-las só porque você decidiu que vai levar a vida com menos bagagem. Encontre dentro dessa filosofia o seu equilíbrio e viva de forma que isso funcione pra você e que não seja só mais um monte de regras que alguém disse pra você seguir. Esquece o excesso, seja ele do máximo ou do minimo. 
quarta-feira, agosto 30, 2017 2 comentários

Tem algum tempo desde que decidi que levaria minha vida de uma forma diferente (em todos os sentidos) e uma das principais mudanças foi com certeza minha escolha por aderir ao minimalismo e consequentemente descobrir no consumo consciente uma forma de continuar consumindo moda sem prejudicar nosso planeta ou outras pessoas.

Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro aqui que apesar de já ter feito o destralhe, o processo do minimalismo e de consumir marcas slow fashion é gradual, por isso ainda tenho roupas no meu armário que comprei em lojas de departamentos. Entenda: você não precisa "jogar" suas roupas fora e comprar outras que não sejam de fast fashion só porque você decidiu adotar esse estilo de vida. Até porque, fazendo isso você estaria agindo de forma oposta, gerando mais lixo e consumindo de forma desnecessária.

Portanto, quando precisar comprar mais roupas, sapatos e assessórios para substituir os que já tenho, ai sim farei minha escolha completamente consciente de onde comprar valorizando negócios locais e mão de obra artesanal. 

#EU MUDEI MEU JEITO DE CONSUMIR PORQUE...

1. Economizar dinheiro. Falando como uma pessoa que não conseguia entrar numa loja sem sair com uma sacola, posso dizer que isso não me fez bem algum. Chegou um momento na minha vida que percebi que consumindo menos eu estaria me livrando daquela necessidade interna que me consumia toda vez que passava por uma loja, e que consequentemente teria mais dinheiro pra gastar com coisas que realmente iam me acrescentar em algo.

2. Estudei muito sobre esse universo e como isso se relacionava com os valores e ideais de vida que eu tinha escolhido pra mim, percebi que se queria um mundo onde as pessoas tivessem as mesmas oportunidades e direitos, não poderia consumir produtos que para chegarem em casa com um preço mais "em conta" alguém estava pagando a diferença, com uma mão de obra praticamente escrava.

3. Acho que assim como toda grande mudança em nossas vidas, essa minha decisão também ganhou forma depois de assistir diversos documentários sobre o assunto. Entre eles o The True Cost, que me fez refletir sobre como eu estava de alguma forma contribuindo para que aquelas pessoas estavam passando. O choque com a realidade me fez mudar meu pensamento.

4. A vida é muito curta. Essa loucura de consumir e consumir estava me fazendo ficar cada vez mais preocupada com o quanto ganharia ($$) e quanto poderia comprar. Passava mais tempo procurando formas de 'ser bem sucedida' e quando meu poder de aquisição me permitiria comprar quantas bolsas, sapatos eu pudesse carregar. Quando parei de pensar tanto no futuro e comecei a pensar no presente, percebi que se gastasse tanto tempo construindo um futuro financeiramente estável não teria saúde para ter um futuro.

5. A felicidade não está nas coisas mas sim nos momentos que temos. Essa frase sempre guiou minha vida, mas nunca a vivi completamente, principalmente no que se dizia a moda como disse no tópico 1. Mas em poucos meses após decidir mudar, percebi que essa era a mais nova verdade da minha vida! Ainda tenho muito o que percorrer pra poder ostentar por ai o titulo de minimalista ou dizer que só uso roupas que tenham uma produção consciente, mas só de saber que dei o primeiro passo já faz valer.

Sempre defendi que os extremos nunca são saudáveis e que tudo na vida precisa de um equilíbrio. Esses 5 porquês listados aqui são apenas o começo da minha busca pelo equilíbrio e construção do meu novo estilo de vida, se você não quiser perder nada e acompanhar a minha jornada é só nos seguir nas redes sociais ;)
quinta-feira, agosto 24, 2017 No comentários
Quem não teve a sensação de estar de volta aos anos 1990 ao andar pelas ruas, que atire a primeira pedra! Cada dia que passa, mais peças que foram tendências daquela época são resgatadas do baú da moda: primeiro as famosas "mom jeans", depois as gargantilhas e agora as pochetes e correntes de óculos.

Mas usar essas peças sem parecer que você está vivendo na década errada, e abusar do estilo e autenticidade presente nessa tendência, é um desafio. Por isso, trouxe nesse post várias inspirações pra você se jogar nessa vibe dos anos 90!





E vocês, o que acharam desse resgate da moda? Hot or not? ;)
quarta-feira, agosto 09, 2017 No comentários

Entra estação, sai estação e floral está lá sempre 'dando as caras' e nessa temporada não poderia ser diferente! Dessa vez, ele aparece em aplicações e texturas que vão (com certeza) fazer a sua cabeça e guarda-roupas.

Com tamanhos bem maiores do que estávamos acostumados nas estampas campestres, pode parecer que usar essa tendência nos nossos looks do dia seja um verdadeiro desafio, mas vou provar que não. Dúvida? Olha só as inspirações que eu separei ;)


E vocês, o que acham dessa tendência? Conta pra mim! ❤
quarta-feira, julho 26, 2017 No comentários
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Jornalista apaixonada por moda desde que se conhece por gente, resolveu que vai mudar o mundo um pouquinho de cada vez, começando por si: esvaziou o guarda-roupas e sua vida de tudo que estava em excesso. E vai aproveitar esse cantinho no mundo para compartilhar suas experiências e falar o que der na telha. E ah, se reclamar recito Camões! ♥

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