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Heyflordeliz | Moda & Lifestyle



Desde que descobri no minimalismo um novo jeito de viver repensando minhas atitudes e como isso refletia em mim e no mundo, descobri que existem diversas formas em interpretar e executar essa filosofia. Assim como em tudo na vida. 

Eu, particularmente, decidi que para mim o minimalismo seria uma maneira de me livrar de tudo aquilo que estava em excesso na minha vida. Como já falei por aqui, descobri no minimalismo o equilíbrio entre tudo o que eu precisava e tudo aquilo que era realmente importante para mim. Mas, a mesma medida tenho visto varias pessoas "criando" regras umas para as outras a fim de faze-las serem mais minimalistas.

Fulano não pode ter um celular da moda porque aquilo não é minimalista, mesmo que fulano tenha dinheiro para comprar e aquilo não irá causar danos financeiros a ele. Beltrano tem que ter só 5 camisas, mesmo que Beltrano tenha que trabalhar todos os dias com uma camisa diferente. Beltrano não pode adequar o minimalismo a sua realidade porque isso não é minimalista.

As pessoas tendem a encontrar o erro apenas na sobra do muito, quando na verdade o erro está em todo tipo de excesso: no do pouco e no do muito. Se livram da prisão do consumismo e se aprisionam novamente ao encherem suas vidas de "não pode". Se não é minimalista não pode! 

Mas o que é minimalista, afinal? 

E viver uma vida infeliz porque você tem que se "livrar" de tudo o que te faz bem ou escolher libertar-se de algumas coisas para que você possa ter uma vida mais plena? Eu sempre vou preferir viver da segunda forma, escolhendo me esvaziar do que está no campo do excesso, buscando encontrar o equilíbrio entre todas as minhas filosofias de vida e nas coisas que acredito.

Tenho dito então, que ser minimalista é ser essencial. Mas (ainda bem) o que é essencial para mim não é essencial para você e vice-versa. Por isso, não limite-se a um monte de regras que só vão fazer sua vida ficar mais "pesada" encontre nessa filosofia, que é o minimalismo, a melhor forma de pratica-la de acordo com as suas necessidades. Para no fim, você conseguir viver e ser livre!
terça-feira, fevereiro 27, 2018 No comentários

Famosos por venderem peças de segunda mão, muitas vezes em ótimo estado, os brechós ganharam força com a internet. E hoje em dia é possível comprar e até mesmo vender (principalmente em grande escala) em sites especializados em desapegos.

Mas não é só de economia colaborativa que se vive um brechó. Pensando pelo lado do consumo consciente e responsável, utilizar desse meio de compra é a forma mais eficaz de diminuir o impacto causado pela industria da moda, segunda maior poluente no mundo. 

Por isso, hoje trago alguns motivos para garimpar nos brechós da sua cidade ou online ;)

#1 Custo x Beneficio

Esse é o principal motivo das pessoas aderirem a moda do brechó: é mais barato do que comprar uma roupa nova, e se você souber garimpar ainda descola uma roupa de qualidade superior a que você encontra nas lojas de fast fashion atualmente.

#2 É sustentável

Como falei anteriormente, comprar em brechó é a forma mais eficaz de diminuir o impacto ambiental. Isso porque mesmo que você compre de uma empresa que trabalhe com produção responsável e com medidas socioambientais,  ainda será necessário o uso de água e outros componentes naturais. Fora o lixo causado pelos resíduos e pela peça quando ela não te "servir" mais.

#3 Exclusividade

A chance de você encontrar uma pela estilosa e exclusiva garimpando em brechó é bem maior do que numa loja de departamentos, por exemplo. Principalmente pelo fato de que as peças que estão ali são de épocas anteriores e que não estão mais nas lojas.

#4 Tecidos bons por menos

Quem costuma levar a qualidade do tecido na hora de comprar uma roupa, sabe que tecido bom é sinônimo de peça cara. Porém quando se trata de brechó, você pode encontrar peças de tecidos naturais por valores bem inferiores dos das lojas. E ah, tem brechó que vende grife também, viu?!

#5 Compra x Venda

Além de poder comprar várias peças maraincríveis para o seu guarda-roupas, você também pode (e deve) vender aquelas peças que você não usa mais. Certeza que várias pessoas vão aproveitar bem mais aquela roupa que está de escanteio no seu armário.

E você, já comprou em brechó? Quais são os seus favoritos? Vamos amar saber 💗
segunda-feira, fevereiro 26, 2018 No comentários

O conceito de minimalismo ganhou força em diversos âmbitos, entre eles os da moda, design e decoração. As pessoas passaram a investir em ambientes mais sóbrios, claros e com menos informação visual, o colorido deu espaço para os tons de cinza, branco e até mesmo o amadeirado. 

Eu particularmente, sempre achei muito elegante utilizar desses tons e informações de design minimalista para os ambientes da casa, afinal a sensação de conforto visual é bem maior quando se tem menos informação para processar. Mas vamos ser sinceros, não é lá tão fácil montar uma decoração minimalista sem ficar com aquele ar de "vazio de mais".




Como disse em um outro post sobre decoração, plantas é uma ótima alternativa para decorar sem poluir visualmente o ambiente. Você pode investir também em quadros grandes com fundos brancos e desenhos mais simples, ou também em espelhos com molduras mais trabalhadas.




Gostou do post? Compartilhe com as amigas e deixe nos comentários suas dicas de decoração minimalista ❤
quinta-feira, janeiro 25, 2018 2 comentários

Uma das formas mais baratas para aderir ao slow fashion é investir em marcas de upcycling, termo em inglês para a técnica que utiliza de peças, que antes seriam descartadas pela indústria da moda, como matéria prima. É como se você desse um novo significado, valor ou uso para uma peça através do reaproveitamento, tudo sem a necessidade de destruí-la totalmente para transforma-la em algo novo, como acontece com a reciclagem.

Mariana Colerato, da plataforma Modifica, disse uma vez que "a roupa mais sustentável que existe já está pronta". E essa é a mais pura verdade, afinal, mesmo uma produção que utiliza de matéria prima e processos sustentáveis acaba por utilizar água e energia, isso fora a produção de resíduos. Por isso, o post de hoje tá cheio de inspirações pra você que quer investir nesse conceito.



Curiosidade: Sophia Amoruso, quando começou com a Nasty Gal comprava roupas em brechós e as reformava para vender depois. Isso também é upcycling! ;)



Gostou do post e quer ver mais inspirações? Siga a nossa pasta no Pinterest!  ❤
segunda-feira, janeiro 22, 2018 No comentários

Na grande jornada que é a busca pela vida mais minimalista aparecem diversas dúvidas e obstáculos. Um dos mais frequentes é em relação aos ambientes domésticos que dividimos com outras pessoas do nosso núcleo familiar, como quartos, cozinha, etc. Como já falei aqui, creio que não exista receita ou formula certa para ser minimalista, mas, existem algumas coisas que podemos fazer no meio desse processo que irá facilitar a nossa vida e dia-a-dia.

Montar uma cozinha, por exemplo, que seja funcional e que tenha somente aquilo que precisamos é uma tarefa quase impossível. A gama de utensílios e eletrodomésticos que o mercado oferece é tão imensa que nos faz pensar que precisamos de tudo, até mesmo aquela batedeira super profissional que você não vai usar porque prefere comprar bolo na padaria 💔. Por isso, pedi um help pra pessoa que mais entende de cozinha na minha residência (valeu mãe) e montei uma listinha base com itens essenciais para a cozinha minimalista!



É importante lembrar que essa lista é apenas uma base, a quantidade dos itens dispostos nela irá depender da necessidade da sua família ;) 
quarta-feira, janeiro 10, 2018 No comentários

Pensado pelo diretor David Macllveride para ser inicialmente um documentário sobre os rios do mundo, RiverBlue surgiu após as pesquisas do diretor apontarem para outro lado: o dano escondido que a indústria da moda vem causando com detritos jogados em sistemas de água ao redor do planeta.

A produção feita em parceria com a organização Fashion Revolution – que também ajudou na produção do documentário The True Cost, que mostra a verdadeira realidade dos trabalhadores têxteis em condições análogas à escravidão – não se limita a mostrar somente a realidade por trás da fabricação dos jeans, que correspondem à boa parcela dentro da indústria, mas também expor soluções e iniciativas mais sustentáveis.

Ao longo de todo filme acompanhamos a trajetória de Mark Angelo, o “protetor das águas” e presidente emérito do Rivers Institute, numa viajem através dos rios contaminados em lugares como Índia, Indonésia e China - atualmente responsável pela produção de 40% do jeans vendido nos EUA -  onde fica a cidade de Xiantang, considerada a capital do denim. Através dessa trajetória é possível ver que os danos causados pela poluição não afetam somente o meio ambiente, mas também toda a comunidade que ali vive.

Em entrevistas concedidas a produção do documentário, ativistas do Greenpeace, contam que de 21 amostras retiradas do rio que corta Xintang, 17 estavam contaminadas. Nas águas analisadas pelos pesquisadores havia uma grande quantidade de metais pesados neurotóxicos - como o maganês, associado a danos cerebrais - e que causam câncer em diversos órgãos. O azul do East River está longe de ser o azul natural das águas, ele reflete a cor do jeans ou simplesmente a cor da temporada, como gostam de brincar os chineses.


Os efeitos sentidos por essa contaminação afetam a comunidade ribeirinha não somente no que diz respeito a qualidade da água utilizada por eles, mas também na poluição do solo – a lama do rio, segundo o Greenpeace tem níveis de cadmio em 128 - e no mau odor causado pela grande quantidade de alvejantes e enxofre presentes na água.

River Blue pode ser considerado um dos mais profundos documentários a tratar com propriedade a poluição dos rios e como a indústria da moda corrobora para essa realidade. Atualmente a indústria têxtil é a segunda maior poluente no planeta perdendo apenas para a indústria do petróleo, revelando uma realidade que pode não estar tão distante, como mencionado no próprio documentário “as guerras do futuro não serão causadas pelo petróleo, as guerras do futuro serão causadas pela água”.

A realidade apresentada no documentário faz com que o espectador crie não somente uma visão crítica sobre a situação exposta, mas também uma consciência sobre a sua responsabilidade social em relação a essa realidade. Mostrando também quais atitudes podem ser tomadas para amenizar os danos causados pela produção desenfreada da indústria da moda. Como, por exemplo, a maneira como lavamos os nossos jeans ou então a quantidade de peças que compramos sem realmente precisar delas. Afinal, do que são feitas as roupas que vestimos? Se não queremos usar produtos de mão de obra escrava, porque deveríamos querer vestir roupas que matam rios e prejudicam o meio ambiente?

Ficou interessado? O documentário foi lançado aqui no Brasil em novembro no Brasil Eco Fashion Week e estará disponível no Itunes em dezembro de 2017.
sexta-feira, dezembro 01, 2017 No comentários
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Jornalista apaixonada por moda desde que se conhece por gente, resolveu que vai mudar o mundo um pouquinho de cada vez, começando por si: esvaziou o guarda-roupas e sua vida de tudo que estava em excesso. E vai aproveitar esse cantinho no mundo para compartilhar suas experiências e falar o que der na telha. E ah, se reclamar recito Camões! ♥

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