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Heyflordeliz | Moda & Lifestyle



Sou feita de dúvidas. Da ponta da cabeça à planta dos pés. O que vou fazer hoje? O que quero do amanhã? Onde estarei daqui 10 anos? E por ser de tantas dúvidas preciso de alguém que seja certeza. Que saiba o que é e onde quer chegar, que me pegue pelas mãos e me leve para ver o pôr-do-sol. De alguém que entenda que pra ser eu, preciso de alguém que não me deixe ser apenas dúvida. Na dúvida me perco e me acho. Me acho nas minhas certezas, naquilo que eu mesma posso me garantir e me perco no que foge do meu alcance. Encontro devaneios me perco nas incertezas. Tudo, absolutamente tudo, o que não pertence a minha ossada me deixa lançada ao (assombroso) desconhecido.

Por ser certeza, me perdi. Sabia de tudo e ao mesmo tempo sabia nada. Hoje serei isso. Amanhã farei aquilo. Daqui 10 anos estarei ali. Foquei no que queria, no que achava que sabia. Me perdi. Não aproveitei a vista, passei a viagem olhando pra frente e esqueci de observar pela janela. Agarrei-me tanto ao roteiro que planejei, que esqueci de improvisar. Da verdade, vida e universo tudo sabia. Ser sabido era o que mais me orgulhava. Orgulho; ficou ferido de velho. Quantas pessoas deixei passar porque elas não se encaixavam no meu plano perfeito? Dúvida.


quinta-feira, julho 19, 2018 1 comentários

Desde que descobri no minimalismo um novo jeito de viver repensando minhas atitudes e como isso refletia em mim e no mundo, descobri que existem diversas formas em interpretar e executar essa filosofia. Assim como em tudo na vida. 

Eu, particularmente, decidi que para mim o minimalismo seria uma maneira de me livrar de tudo aquilo que estava em excesso na minha vida. Como já falei por aqui, descobri no minimalismo o equilíbrio entre tudo o que eu precisava e tudo aquilo que era realmente importante para mim. Mas, a mesma medida tenho visto varias pessoas "criando" regras umas para as outras a fim de faze-las serem mais minimalistas.

Fulano não pode ter um celular da moda porque aquilo não é minimalista, mesmo que fulano tenha dinheiro para comprar e aquilo não irá causar danos financeiros a ele. Beltrano tem que ter só 5 camisas, mesmo que Beltrano tenha que trabalhar todos os dias com uma camisa diferente. Beltrano não pode adequar o minimalismo a sua realidade porque isso não é minimalista.

As pessoas tendem a encontrar o erro apenas na sobra do muito, quando na verdade o erro está em todo tipo de excesso: no do pouco e no do muito. Se livram da prisão do consumismo e se aprisionam novamente ao encherem suas vidas de "não pode". Se não é minimalista não pode! 

Mas o que é minimalista, afinal? 

E viver uma vida infeliz porque você tem que se "livrar" de tudo o que te faz bem ou escolher libertar-se de algumas coisas para que você possa ter uma vida mais plena? Eu sempre vou preferir viver da segunda forma, escolhendo me esvaziar do que está no campo do excesso, buscando encontrar o equilíbrio entre todas as minhas filosofias de vida e nas coisas que acredito.

Tenho dito então, que ser minimalista é ser essencial. Mas (ainda bem) o que é essencial para mim não é essencial para você e vice-versa. Por isso, não limite-se a um monte de regras que só vão fazer sua vida ficar mais "pesada" encontre nessa filosofia, que é o minimalismo, a melhor forma de pratica-la de acordo com as suas necessidades. Para no fim, você conseguir viver e ser livre!
terça-feira, fevereiro 27, 2018 No comentários

Para cada ciclo que se acaba, um novo inicia. Planos, desejos, sonhos. Tudo novo (de novo). Mas do que adianta planejar e esperar novidade se você continua o mesmo? Pode parecer clichê, confesso, mas a mudança que você procura tem que vir de dentro para fora.

Por muito tempo me apeguei a coisas e promessas de "ano novo", como se os 365 dias que estavam por vir fossem, milagrosamente, trazer tudo o que eu desejava. O que eu não esperava é que todos esses desejos estavam, na verdade, me afastando de tudo o que eu realmente queria. Toda a pressão de cumprir as minhas metas ou fazer desse ano o melhor de todos era (e é) uma coisa exaustiva.

Liberta-se de tudo o que me prendia (no passado) e de tudo o que eu sonhava (no futuro) fez com que eu percebesse que sim, eu já era a pessoa que eu queria ser e já tinha tudo o que desejava. O excesso de planos e de saudosismo nos faz continuar onde estamos. Estagnados e com aquela eterna sensação de que poderia ser melhor.

Entenda: quando digo que liberta-se dos meus sonhos me fez uma pessoa melhor, não quero dizer que deixei de sonhar, muito pelo contrário. Deixei apenas de me cobrar (excessivamente) para realiza-los. Afinal, se não der certo é porque Deus e a vida tinham algo melhor preparado para acontecer!

A vida para ser vivida na sua plenitude é preciso entendê-la de duas maneiras: (1º) tudo acontece porque tinha que acontecer. O que foi bom fica como memória e o que foi ruim, como aprendizado. Por fim, (2º) carregue pra si apenas o que caberia numa mochila: um punhado de positividade, uma porção de memórias, uma pitada de saudade, uma dúzia de amigos e muito, mas muito amor próprio. Nada que vá pesar muito nas costas no final do dia.

Para que esse ano seja, realmente um ano novo, você precisa adotar novas posturas! Liberte-se de tudo o que te prende, adote novos hábitos ou simplesmente reinvente os velhos. Esteja aberto para as novas aventuras e acima de tudo seja grato por todas as coisas que você viveu até agora e a imensidão de possibilidades que o futuro nos reserva! A vida pode ser maravilhosa ou uma eterna sensação de "não foi o suficiente", cabe a você escolher de que forma você vai enxerga-la. 
terça-feira, janeiro 09, 2018 No comentários

Era uma tarde de domingo e como de costume peguei a minha edição recém chegada de uma certa revista de moda na qual sou assinante para ler enquanto tomava o café da tarde. Foliei uma, foliei duas, foliei três páginas. Parei ao me deparar com o seguinte titulo "a morte do ócio?", percorri com os olhos cada linha daquele texto onde o autor explicava como a Espanha tinha "ficado para trás" quando o assunto era a glamorizarão do estresse e dos workaholic, principalmente em relação aos seus vizinhos mais ricos da União Europeia.

A cada linha lida daquele texto a descoberta de um povo que vive o meu "sonho de princesa". Qualquer hora do dia é hora de parar para aproveitar a vida em sua plenitude: observar o movimento da rua, beber um bom café. Não há pressa para produzir mais daquilo que não se precisa em tempo recorde, ninguém perde horas na fila de um banco ou em qualquer outra fila. Há quem diga que a "vagareza" com que o povo espanhol trabalha é preguiça ou eterna ressaca, mas prefiro enxergar por outro lado e dizer que eles simplesmente encontraram a fórmula da felicidade.

Isso sem contar a famosa siesta, que está presente na vida - e na história - do povo espanhol desde, se assim pode dizer, sempre! O horário entre as 14h e as 15h30 onde tradicionalmente, você pode ir para casa almoçar e tirar a famosa soneca pós-refeição. Lojas, restaurantes, bares... nada. Simplesmente nada abre entre esses horários. E os espanhóis garantem: dormir depois de comer faz você acordar novinho em folha, e mil vezes mais produtivo.

Devagar, devagar, devagarinho... ou despacito, se assim preferir. Assim, a vida caminha em alguns lugares na Espanha e posso garantir que estão caminhando e caminhando para frente.
sexta-feira, setembro 22, 2017 No comentários

so·nhar : 1. Ter sonho(s); ver alguém ou alguma coisa em sonho. 2. Entregar-se a devaneios e fantasias, idealizar coisas inacessíveis ou impossíveis. 3. Pensar constantemente em; ter ideia fixa de; ansiar por; 4. Fazer ideia de; imaginar, prever, supor. 5. Ter delírios ou alucinações, delirar. 6. Ver-se na condição de; imaginar-se.

Acordar. Abrir a janela. Olhar o sol brilhando radiante lá fora. Ter vontade de viver tudo e mais um pouco naqueles cinco minutos em que ficou ali parada admirando a beleza da natureza e a grandeza do universo. Se arrumar como se aquele fosse o melhor dia de sua vida. Sentar na cama e simplesmente ver essa vontade de mudar o mundo e agarrar todas as possibilidades com as mãos se esvair.

Viver uma vida medíocre e cheia de "e se?". E se eu tivesse investido naquele sonho? E se tivesse feito tudo diferente? E se o medo não tivesse me paralisado? E se eu tivesse continuado a sonhar incessantemente? E se tivesse dito "a" ao invés de "b"? 

Passou. 

Viveu sem arriscar. Deixou pra trás todas as oportunidades de fazer novas oportunidades. De escrever sua própria história. Ficou nessa de "deixa a vida me levar" e levou um caldo da realidade. Se importou tanto com o que os outros iam pensar que assistiu a vida de camarote e não como protagonista. Idealizou tanto que esqueceu de colocar em prática. Focou no futuro e deixou o presente se perder em meio a tantas previsões.

De volta aquela mesma janela, olhando para o mesmo sol. Perspectivas diferentes. Dessa vez não ficou só pensando em como a vida poderia ser maravilhosa no futuro. Ela simplesmente levantou e foi lá viver. Intensamente. Cada minuto. 

Sonhou, e sonhou muito. Mas viveu, viveu muito mais!
sexta-feira, julho 28, 2017 No comentários

Dos inúmeros textos que já escrevi é difícil achar um que não seja sobre amor. Sempre transbordei tanto, mais do que deveria, talvez. É que sempre foi mais fácil viver tudo em palavras do que de qualquer outra forma. Mas hoje, sentada na frente do meu computador velho e olhando para o sol que brilha do lado de fora da minha janela percebo que estou finalmente pronta pra falar do verdadeiro amor da minha vida. 

Seus grandes olhos castanhos, seus cabelos que já foram longos, mas que hoje estão mais curtos do que o usual. Sua capacidade de ser uma eterna metamorfose e todas as suas fases. As músicas que tocaram secretamente no seu rádio e sua capacidade de ser tantas pessoas em uma só. Sua risada fácil e a maneira de levar a vida com a leveza de uma eterna criança. As indecisões que me tiram do sério e todas as maninas esquisitas e palavras difíceis. 

Os defeitos e todos os trejeitos. Todas as profissões que já quis ter e todos os sonhos que deseja realizar. Os tropeços e erros. As curvas tortas da vida e todas as suas cicatrizes. Aprendizados. Os arrependimentos, mas a certeza de que faria tudo exatamente igual. Evoluir. 

Amo cada parte do seu ser. Sua nova filosofia de vida, que agora vê o lado positivo em cada fuc*#ng lugar. A teimosia que a fez decidir que a partir de agora vai ser minimalista, e que vai se livrar de tudo aquilo que está 'de mais' na sua vida. Incluindo, sentimentos ruins e autodestrutivos. Sua mania de misturar mais de um idioma numa frase, de dançar sozinha na frente do espelho e jurar que nunca dançará assim na frente de ninguém. 

Amo todos os pequenos e grandes pedaços que formam a pessoa que sou hoje e a que serei amanhã. Amo o corpo e alma desse ser em que habito temporariamente. Porque finalmente descobri que quando a gente se ama a gente se basta. Porque pra entender o amor e toda a sua complexidade a gente precisa se despir e se encontrar. Olhar para cada detalhe dentro de nós e entender. Se amar. Abraçar-se e aceitar nossa história por inteiro: o começo, os tropeços até encontrar o fim. 

Porque nesse curto período de tempo que temos aqui neste plano, decidi que eu quero é viver um eterno aprendizado e descobrimento. Aprender a sonhar e se descobrir cada vez mais. O que viver além disso, é lucro bebê!
quarta-feira, julho 05, 2017 No comentários
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Jornalista apaixonada por moda desde que se conhece por gente, resolveu que vai mudar o mundo um pouquinho de cada vez, começando por si: esvaziou o guarda-roupas e sua vida de tudo que estava em excesso. E vai aproveitar esse cantinho no mundo para compartilhar suas experiências e falar o que der na telha. E ah, se reclamar recito Camões! ♥

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